segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A Aplicação da Ferramenta DUOLINGO Como Fonte de Prática de Língua Estrangeira



Roney Gonçalves Pereira
Professor de Inglês do Instituto Estadual de Educação – IEE
Curso: Educação na Cultura Digital
Atividade 1: Organizar, Realizar e Avaliar – Ação 3

A Aplicação da Ferramenta DUOLINGO Como Fonte de Prática de Língua Estrangeira

Em meados do segundo trimestre de 2015, percebendo defasagens entre os alunos de diferentes turmas decidiu-se fazer uma avaliação das angústias e anseios dos alunos das turmas do nono ano do ensino fundamental, turmas estas que apresentavam maiores problemas. A decisão foi tomada por entender que estes alunos estão encerrando um ciclo e partindo para o ensino médio, onde há uma exigência mais forte dentro da unidade escolar quando considerados os conhecimentos prévios que estes indivíduos necessitam ter.
 
A partir de discussão com estes alunos do nono ano do ensino fundamental, foram questionadas a falta de bases na disciplina de língua inglesa enfrentada pelas turmas, em comparação com o que estava sendo ministrado atualmente pelo professor, algumas delas sendo o despreparo geral na disciplina, poucos ou nenhum fundamentos gramaticais e pobreza de vocabulário. Os alunos então fizeram sugestões, dentre as quais a que mais chamou a atenção foi a necessidade que sentiam de haver mais aulas com práticas da língua inglesa nas aulas.

O professor então, atento a estas angústias e sugestões dos alunos decidiu por utilizar a ferramenta DUOLINGO, disponível via internet e aplicativo para celulares, no intuito de suprir ao menos que parcialmente as dificuldades apresentadas. Apoiado nos estudos dos professores Roumen Vesselinov (City University of New York) e John Grego (University of South Carolina), intitulado Duolingo Effectiveness Study (Estudo de Eficácia do Duolingo), o professor preparou aulas que envolviam introdução a ferramenta, práticas e monitoramento das atividades e avaliação final.

Todas as etapas da aplicação das atividades foram muito bem vindas por parte dos alunos que revezavam conceitos, regras e aquisição de vocabulário com as práticas digitais que eram realizadas no Laboratório de Línguas Estangeiras da unidade escolar (LLE-IEE) e no Laboratório de Informática. Nas atividades práticas os alunos tiveram a oportunidade de relembrar e aplicar conhecimentos adquiridos anteriormente em sala de aula.

De forma geral pôde-se observar que:
- Houve aumento do interesse pelo estudo de língua estrangeira (inglês);
- Maior empenho nos estudos por alunos com maiores dificuldades com a disciplina;
- Enriquecimento substancial de vocabulário;
- Maior interação entre os alunos que auxiliavam uns ao outros ou criavam disputas amigáveis entre si.
- Interesse no estudo de outros idiomas estrangeiros
- Interesse em verificar os avanços individuais e superação das metas estabelecidas na ferramenta.

Quando da preparação das aulas utilizando a ferramenta DUOLINGO, o professor pretendia reservar duas aulas (aulas faixas) para realização das atividades a cada quinze dias. Por impossibilidades de agendamento do laboratório de informática algumas destas aulas tiveram um intervalo de três semanas o que foi considerado prejudicial ao trabalho, uma vez que a interrupção das atividades por tanto tempo desestimulava os alunos e ainda fazia com que o sistema regredia os alunos em suas unidades e lições, solicitando revisão de conteúdos. Os alunos que não possuíam telefones que possibilitavam a instalação do aplicativo ou que não possuíam acesso fácil à internet também contavam apenas com as aulas no Laboratório de Informática, ficando defasados com relação à outros colegas em sua evolução. Houve ainda o caso de solicitações de cancelamento das aulas no laboratório (previamente agendadas) para uso em programas de capacitação da Secretaria de Educação do Estado. Há que se mencionar ainda que em um dos momentos de impedimento das aulas no laboratório de informática, os alunos (em sua maioria) munidos de seus telefones celulares, foram encaminhados ao LLE-IEE para a realização das tarefas, pois o sinal Wifi ali era mais forte e constante.

É necessário observar que:
- Os laboratórios de informática necessitam ser de uso das escolas e respeitar os agendamentos realizados;
- As escolas que possuem rede Wifi precisam assegurar seu pleno e eficaz funcionamento;
- As aulas utilizando ferramentas como o DUOLINGO devem ser utilizadas não apenas em parte do ano letivo, mas adotadas por um período mais prolongado.
- O planejamento das aulas deve ser realizado em função das reais necessidades dos alunos e não simplesmente para introduzir uma atividade “diferente”.

De forma geral as aulas transcorreram com resultados muito positivos apesar de alguns poucos empecilhos. Houve um grande envolvimento por parte dos alunos, assim como o desenvolvimento geral das turmas trabalhadas. Foi muito gratificante observar alunos que antes tinham grande dificuldade com a língua inglesa agora auxiliando colegas ou discutindo a aplicação prática dos conhecimentos transmitidos em sala de aula.

Instituto trata pessoas com dependência tecnológica (Jornal Hoje 12/12/2015)



Link para o videohttp://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/mascote-da-bronca-em-quem-e-viciado-em-celular/4671879/

Qual seria a sua reação se fosse parado em uma blitz digital? O Instituto Delete, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que trata de pessoas com dependência tecnológica, criou o mascote Deletinho. Acompanhamos um passeio dele pelas ruas com sua mãe e criadora, a professora da pós-graduação em Psicologia da UFRJ Anna Lucia King. “Nós estamos fazendo a blitz digital. Vamos sair por aí olhando as pessoas fazendo uso indevido das tecnologias e vamos passar um uso consciente”, diz Anna.

Ele vê na mesa do restaurante duas amigas. A de azul está vivendo em um mundo paralelo, enquanto a amiga espera. É uma falta de educação digital, então ela ganha um adesivo vermelho.
No shopping, a dupla vê um casal namorando, mas ela está falando no telefone e ganha o adesivo vermelho.

A ideia não é que ninguém pare de usar, mas avisar as pessoas quando elas estão sendo mal educadas ou prejudicando a saúde.

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terça-feira, 17 de março de 2015

Traduções on-line: Avaliações, vantagens e desvantagens.

Traduções on-line: Avaliações, vantagens e desvantagens.

Professor responsável: Roney Gonçalves Pereira
Instituto Estadual de Educação

Relato 1
O início das atividades propostas inicialmente sofreram algumas pequenas mudanças práticas quando de sua realização efetiva. A interação e participação dos alunos, que já era previamente pensada e esperada, acabaram sendo mais valorizadas e ampliadas, o que proporcionou maior interesse e empenho dos grupos.

A primeira aula que seria puramente expositiva, com o professor apresentando dados, conceitos e exemplos, foi substituída por uma atividade participativa onde os próprios alunos construíam junto com o professor a teorização e exemplificação do tópico proposto.

O início da atividade se deu com o professor colocando na lousa digital os seguintes dados a serem pesquisados:
      O que é tradução?
      Erros de tradução
      Ferramentas de tradução

De posse de netbooks, os alunos realizaram a pesquisa dos itens e começaram a fazer suas colocações, instigados e chamados à participação pelo professor. À medida que as diferentes ideias iam surgindo, o professor ia repetindo e ampliando a discussão e os conceitos que eram apresentados pelos alunos. Ao final das discussões, foi apresentado um quadro com diferentes conceitos sobre tradução, explicados pelo professor que valorizava aqueles apresentados pelos alunos anteriormente.

Após a apresentação conceitual, o professor sugeriu uma frase simples para que os alunos traduzissem via Google Tradutor. Como havia diferentes configurações de idioma (português do Brasil / Portugal) nos equipamentos, os resultados obtidos foram variados, além do que alguns alunos escreveram a frase de forma abreviada, aumentando ainda mais o numero de variações. Houve então a indagação dos alunos a respeito dos motivos de tantas variações e os erros obtidos, o que foi discutido pelos alunos e respondido pelo professor que ainda sugeriu pequenas alterações na frase sendo traduzida, obtendo novos resultados. O professor sugeriu então, que pesquisassem alguns erros de tradução, circulando pela sala atendendo as solicitações dos alunos que queriam mostrar o que encontraram. Em seguida o professor apresentou diferentes exemplos de erros de tradução extraídos de diferentes fontes como placas, cardápios anúncios e fatos curiosos. Ao apresentar os exemplos, os alunos eram chamados a analisar os erros e sugerir correções, auxiliados pelo professor.

Em outra etapa do processo o professor apresentou duas ferramentas de tradução on-line (Google Tradutor e Systranet), que não puderam ser utilizadas na aula anterior por falta de tempo hábil. Feitas as colocações do professor, os alunos foram levados a usar os dois tradutores para verificar as diferenças de resultados obtidos na tradução de um parágrafo extraído da internet. Os alunos então realizaram correções naquela versão que apresentava menor número de erros. Ao finalizarem suas versões o professor colocou na lousa digital a versão com erros e fez a correção e edição a partir das sugestões dos alunos.

Em todas as etapas já realizadas até o momento, a participação e empenho dos alunos foi acima do que era esperado na hora de elaboração do planejamento. Esta participação também levou o professor a fazer pequenas alterações em seu plano no decorrer de sua aplicação incentivando ainda mais a interação dos alunos no desenvolvimento das aulas.

Os resultados obtidos foram muito relevantes e outras alterações deverão ser realizadas durante o processo. Dentre estas alterações está a participação da professora de português, Cristina Persch, Professora orientadora de leitura, que contribuirá com as correções e edições dos textos, acompanhada pelo professor responsável pelo trabalho. A professora Cristina atuará ainda na elaboração de textos próprios dos alunos que realizarão as traduções de seus escritos.

Ao contrário do que poderia ser previsto quanto ao uso dos equipamentos nas aulas, não se observou qualquer aluno desviando a atenção e utilização para outros fins além do que fora proposto. Houve sim, casos em que alguns alunos faziam contribuições extras, em pesquisas não solicitadas, enriquecendo ainda mais as atividades.

As atividades desenvolvidas até o momento causaram bastante satisfação ao ver que o planejamento aliado ao uso das TDICs foi bem realizado, com suas surpresas normais e esperadas, demonstrando sua eficiência enquanto elemento de construção dos conhecimentos dos alunos. A utilização de meios eletrônicos em sala de aula, apesar de não ser grande novidade para o professor, trouxe mais uma apropriação de uso e diferenciação em sua metodologia, refletindo em avaliações pessoais satisfatórias e programação para novas e futuras inserções das mídias em suas aulas. Ainda que não seja possível a utilização da sala equipada com a lousa digital e netbooks, novas estratégias já estão sendo estudadas e planejadas para realização de diferentes atividades.