Plano de Ação Coletivo - 3
Cursista: Roney Gonçalves Pereira
IEE – Instituto Estadual de Educação
Atividade 2:
Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso
Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso
Desde o momento quando me foi
oferecido o curso, Educação na Cultura Digital, tive grande interesse em sua
realização e conclusão principalmente por já trabalhar com diferentes mídias
eletrônicas com meus alunos há certo tempo. Esperava no curso fazer reflexões
dos materiais e métodos por mim utilizados, bem como entrar em contato com
outras possibilidades de aplicações dos equipamentos que me eram
disponibilizados na unidade escolar em que estou inserido.
Desde os primeiros momentos presenciais pude dar início às reflexões que
me auxiliavam paulatinamente a buscar novos usos e métodos fazendo a
apropriação das tecnologias no ambiente escolar. Algumas das atividades e
estudos ao longo do curso serviram como meio de confirmação da eficácia de
práticas já adotadas e ainda sua ampliação e melhor aplicação. Outras
atividades e estudos me levaram a experimentar e adotar novas práticas, por
mais simples que se possa considerar, na rotina pedagógica. Cita-se aqui o
simples uso de smartphones em sala de aula, antes visto como equipamento totalmente
proibido, como ferramenta de pesquisa e realização de atividades. Cabe mencionar que após o envolvimento no
curso, praticamente todos os equipamentos disponibilizados na escola foram
utilizados com maior frequência, causando impactos imediatos nos alunos que
definiam as aulas como “Diferenciadas”, obtendo melhores rendimentos e
interesse pelos conceitos e atividades apresentados.
Infelizmente, houve uma desistência grande por parte dos colegas de
grupo da escola e o que poderia ser uma ação coletiva da escola tornou-se nulo.
As únicas atividades realizadas de forma participativa, ainda que tímida, foram
as primeiras realizadas durante o curso. Apesar dos esforços e busca pelos
demais colegas, motivando-os para a conclusão do curso o resultado foi em negativo,
partindo então para a realização de ações apenas dentro da disciplina
específica que leciono. Ainda assim, foram repassadas em diferentes momentos aos
colegas de departamento (Departamento de Línguas Estrangeiras – IEE) algumas
das atividades que eram introduzidas no cotidiano escolar. Houve então, por
parte dos colegas de departamento interesse e apropriação de atividades, bem
como alguns trabalhos em conjunto. Ao ser dado início o plano de aulas
elaborado (vide Plano com a Ferramenta DUOLINGO), foi realizada uma exposição
do planejamento, juntamente à explanação de possibilidades de uso da
ferramenta. Alguns colegas de
curso, que desistiram, fizeram usos de diferentes mídias em atividades que
envolviam trabalhos escolares e avaliações digitais, porém, por motivos
diversos não tiveram a oportunidade de fazer a plena socialização de suas
práticas.
Ao longo do ano foram realizadas várias atividades com o uso de ferramentas tecnológicas onde os alunos tiveram a oportunidade não só de serem expostos ao uso dos equipamentos de forma passiva, mas também utilizarem em suas atividades tais ferramentas.
- Traduções on-line
Já nos primeiros meses de realização do curso foram aplicadas com turmas do terceiro ano do Ensino Médio Inovador atividades de tradução divididas em etapas.
O primeiro momento foi a conceituação da expressão TRADUÇÃO. Os alunos, munidos de netbooks fizeram a pesquisa rápida e contribuíam coletivamente para uma conceituação única.
Na sequência foram
apresentados, por meio de lousa interativa, vários exemplos de traduções errôneas
realizadas por meio de tradutores digitais. Os alunos visualizavam os erros e
buscavam uma solução mais adequada.
Os alunos partiram
então para a tradução de um parágrafo utilizando-se de dicionários, sem a
possibilidade de usos de equipamentos tecnológicos. Ao término, auxiliados pelo
professor e demais colegas de sala, realizaram a correção de forma coletiva,
tendo um texto único ao final.
Após estas etapas os
alunos realizaram a tradução de um texto através de um tradutor on-line, onde
puderam perceber diversos erros não apenas de tradução, mas também de gramática. Realizaram então sua edição, corrigindo as falhas observadas. Desta vez
foram consideradas as diferentes versões apresentadas, sem perda do sentido
correto.
Como última etapa os
alunos realizaram a produção de texto original, nas aulas de língua portuguesa,
e posteriormente fizeram a tradução e edição de seus escritos em língua inglesa
por meio de tradutores digitais.
Esta experiência
demonstrou aos alunos o grau de confiabilidade dos tradutores digitais, seus
erros e acertos. A partir de então o uso indiscriminado destes tradutores teve
uma alteração significativa por parte dos alunos, principalmente aqueles que já
faziam sua utilização. Percebeu-se que os tradutores continuaram a ser utilizados,
inclusive com maior frequência, porém com maior consciência e cautela.
- Aprendendo com o
DUOLINGO
Outra experiência que apresentou grandes resultados foi o uso da ferramenta DUOLINGO para o aprendizado da língua inglesa. Aplicado com turmas do nono ano do ensino fundamental, a ferramenta mostrou-se ponto de grande valia para as turmas, principalmente aqueles que demonstravam dificuldades na disciplina.
Outra experiência que apresentou grandes resultados foi o uso da ferramenta DUOLINGO para o aprendizado da língua inglesa. Aplicado com turmas do nono ano do ensino fundamental, a ferramenta mostrou-se ponto de grande valia para as turmas, principalmente aqueles que demonstravam dificuldades na disciplina.
As aulas intercaladas
entre conceitos e explicações em sala de aula e práticas realizadas no
laboratório de informática e laboratório de línguas estrangeiras demonstrou
eficácia acima do esperado. Os alunos demonstraram grande concentração,
interesse e aproveitamento durante as aulas.
Os alunos eram
monitorados em suas tarefas digitais e cobravam a avaliação de seus rendimentos
em todas as aulas, uma vez que o professor tinha acesso à relatórios
individuais das tarefas realizadas e pontuações.
Mesmo em momentos não
formais (aulas) os alunos continuaram a utilizar a ferramenta por meio de
aparelhos celulares ou computadores pessoais como atividades extra classe, sem
a solicitação formal.
Pode-se afirmar que
as expectativas inicias com relação ao curso, não foram apenas atingidas, mas
superadas. Foram realizadas de forma pessoal e individual diversas reflexões
com relação às práticas que já vinham sendo utilizadas, bem como àquelas que
viriam a ser planejadas e executadas. Os novos planejamentos de aula passaram
então a ser realizados tendo em mente os estudos feitos ao longo do curso. Equipamentos
antes não utilizados de maneira frequente tornaram-se parte do cotidiano das
práticas pedagógicas. Além do que já era utilizado, seja em equipamentos ou
métodos, teve o reforço conceitual apresentado pelo curso tornando-se fonte
inspiradora e motivadora para a utilização de novas ferramentas e novas
metodologias. O crescimento pessoal e profissional foi substancial tornando-se
ponto de grande importância para as práticas futuras.