segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso



Plano de Ação Coletivo - 3
Cursista: Roney Gonçalves Pereira
IEE – Instituto Estadual de Educação
Atividade 2:
Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso
Desde o momento  quando me foi oferecido o curso, Educação na Cultura Digital, tive grande interesse em sua realização e conclusão principalmente por já trabalhar com diferentes mídias eletrônicas com meus alunos há certo tempo. Esperava no curso fazer reflexões dos materiais e métodos por mim utilizados, bem como entrar em contato com outras possibilidades de aplicações dos equipamentos que me eram disponibilizados na unidade escolar em que estou inserido.

Desde os primeiros momentos presenciais pude dar início às reflexões que me auxiliavam paulatinamente a buscar novos usos e métodos fazendo a apropriação das tecnologias no ambiente escolar. Algumas das atividades e estudos ao longo do curso serviram como meio de confirmação da eficácia de práticas já adotadas e ainda sua ampliação e melhor aplicação. Outras atividades e estudos me levaram a experimentar e adotar novas práticas, por mais simples que se possa considerar, na rotina pedagógica. Cita-se aqui o simples uso de smartphones em sala de aula, antes visto como equipamento totalmente proibido, como ferramenta de pesquisa e realização de atividades.  Cabe mencionar que após o envolvimento no curso, praticamente todos os equipamentos disponibilizados na escola foram utilizados com maior frequência, causando impactos imediatos nos alunos que definiam as aulas como “Diferenciadas”, obtendo melhores rendimentos e interesse pelos conceitos e atividades apresentados.

Infelizmente, houve uma desistência grande por parte dos colegas de grupo da escola e o que poderia ser uma ação coletiva da escola tornou-se nulo. As únicas atividades realizadas de forma participativa, ainda que tímida, foram as primeiras realizadas durante o curso. Apesar dos esforços e busca pelos demais colegas, motivando-os para a conclusão do curso o resultado foi em negativo, partindo então para a realização de ações apenas dentro da disciplina específica que leciono. Ainda assim, foram repassadas em diferentes momentos aos colegas de departamento (Departamento de Línguas Estrangeiras – IEE) algumas das atividades que eram introduzidas no cotidiano escolar. Houve então, por parte dos colegas de departamento interesse e apropriação de atividades, bem como alguns trabalhos em conjunto. Ao ser dado início o plano de aulas elaborado (vide Plano com a Ferramenta DUOLINGO), foi realizada uma exposição do planejamento, juntamente à explanação de possibilidades de uso da ferramenta. Alguns colegas de curso, que desistiram, fizeram usos de diferentes mídias em atividades que envolviam trabalhos escolares e avaliações digitais, porém, por motivos diversos não tiveram a oportunidade de fazer a plena socialização de suas práticas.

Ao longo do ano foram realizadas várias atividades com o uso de ferramentas tecnológicas onde os alunos tiveram a oportunidade não só de serem expostos ao uso dos equipamentos de forma passiva, mas também utilizarem em suas atividades tais ferramentas.

- Traduções on-line
Já nos primeiros meses de realização do curso foram aplicadas com turmas do terceiro ano do Ensino Médio Inovador atividades de tradução divididas em etapas.
O primeiro momento foi a conceituação da expressão TRADUÇÃO. Os alunos, munidos de netbooks fizeram a pesquisa rápida e contribuíam coletivamente para uma conceituação única.
Na sequência foram apresentados, por meio de lousa interativa, vários exemplos de traduções errôneas realizadas por meio de tradutores digitais. Os alunos visualizavam os erros e buscavam uma solução mais adequada. 

Os alunos partiram então para a tradução de um parágrafo utilizando-se de dicionários, sem a possibilidade de usos de equipamentos tecnológicos. Ao término, auxiliados pelo professor e demais colegas de sala, realizaram a correção de forma coletiva, tendo um texto único ao final.

Após estas etapas os alunos realizaram a tradução de um texto através de um tradutor on-line, onde puderam perceber diversos erros não apenas de tradução, mas também de gramática. Realizaram então sua edição, corrigindo as falhas observadas. Desta vez foram consideradas as diferentes versões apresentadas, sem perda do sentido correto.
Como última etapa os alunos realizaram a produção de texto original, nas aulas de língua portuguesa, e posteriormente fizeram a tradução e edição de seus escritos em língua inglesa por meio de tradutores digitais.

Esta experiência demonstrou aos alunos o grau de confiabilidade dos tradutores digitais, seus erros e acertos. A partir de então o uso indiscriminado destes tradutores teve uma alteração significativa por parte dos alunos, principalmente aqueles que já faziam sua utilização. Percebeu-se que os tradutores continuaram a ser utilizados, inclusive com maior frequência, porém com maior consciência e cautela.

- Aprendendo com o DUOLINGO
Outra experiência que apresentou grandes resultados foi o uso da ferramenta DUOLINGO para o aprendizado da língua inglesa. Aplicado com turmas do nono ano do ensino fundamental, a ferramenta mostrou-se ponto de grande valia para as turmas, principalmente aqueles que demonstravam dificuldades na disciplina.
As aulas intercaladas entre conceitos e explicações em sala de aula e práticas realizadas no laboratório de informática e laboratório de línguas estrangeiras demonstrou eficácia acima do esperado. Os alunos demonstraram grande concentração, interesse e aproveitamento durante as aulas.

Os alunos eram monitorados em suas tarefas digitais e cobravam a avaliação de seus rendimentos em todas as aulas, uma vez que o professor tinha acesso à relatórios individuais das tarefas realizadas e pontuações.

Mesmo em momentos não formais (aulas) os alunos continuaram a utilizar a ferramenta por meio de aparelhos celulares ou computadores pessoais como atividades extra classe, sem a solicitação formal.

Pode-se afirmar que as expectativas inicias com relação ao curso, não foram apenas atingidas, mas superadas. Foram realizadas de forma pessoal e individual diversas reflexões com relação às práticas que já vinham sendo utilizadas, bem como àquelas que viriam a ser planejadas e executadas. Os novos planejamentos de aula passaram então a ser realizados tendo em mente os estudos feitos ao longo do curso. Equipamentos antes não utilizados de maneira frequente tornaram-se parte do cotidiano das práticas pedagógicas. Além do que já era utilizado, seja em equipamentos ou métodos, teve o reforço conceitual apresentado pelo curso tornando-se fonte inspiradora e motivadora para a utilização de novas ferramentas e novas metodologias. O crescimento pessoal e profissional foi substancial tornando-se ponto de grande importância para as práticas futuras.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A Aplicação da Ferramenta DUOLINGO Como Fonte de Prática de Língua Estrangeira



Roney Gonçalves Pereira
Professor de Inglês do Instituto Estadual de Educação – IEE
Curso: Educação na Cultura Digital
Atividade 1: Organizar, Realizar e Avaliar – Ação 3

A Aplicação da Ferramenta DUOLINGO Como Fonte de Prática de Língua Estrangeira

Em meados do segundo trimestre de 2015, percebendo defasagens entre os alunos de diferentes turmas decidiu-se fazer uma avaliação das angústias e anseios dos alunos das turmas do nono ano do ensino fundamental, turmas estas que apresentavam maiores problemas. A decisão foi tomada por entender que estes alunos estão encerrando um ciclo e partindo para o ensino médio, onde há uma exigência mais forte dentro da unidade escolar quando considerados os conhecimentos prévios que estes indivíduos necessitam ter.
 
A partir de discussão com estes alunos do nono ano do ensino fundamental, foram questionadas a falta de bases na disciplina de língua inglesa enfrentada pelas turmas, em comparação com o que estava sendo ministrado atualmente pelo professor, algumas delas sendo o despreparo geral na disciplina, poucos ou nenhum fundamentos gramaticais e pobreza de vocabulário. Os alunos então fizeram sugestões, dentre as quais a que mais chamou a atenção foi a necessidade que sentiam de haver mais aulas com práticas da língua inglesa nas aulas.

O professor então, atento a estas angústias e sugestões dos alunos decidiu por utilizar a ferramenta DUOLINGO, disponível via internet e aplicativo para celulares, no intuito de suprir ao menos que parcialmente as dificuldades apresentadas. Apoiado nos estudos dos professores Roumen Vesselinov (City University of New York) e John Grego (University of South Carolina), intitulado Duolingo Effectiveness Study (Estudo de Eficácia do Duolingo), o professor preparou aulas que envolviam introdução a ferramenta, práticas e monitoramento das atividades e avaliação final.

Todas as etapas da aplicação das atividades foram muito bem vindas por parte dos alunos que revezavam conceitos, regras e aquisição de vocabulário com as práticas digitais que eram realizadas no Laboratório de Línguas Estangeiras da unidade escolar (LLE-IEE) e no Laboratório de Informática. Nas atividades práticas os alunos tiveram a oportunidade de relembrar e aplicar conhecimentos adquiridos anteriormente em sala de aula.

De forma geral pôde-se observar que:
- Houve aumento do interesse pelo estudo de língua estrangeira (inglês);
- Maior empenho nos estudos por alunos com maiores dificuldades com a disciplina;
- Enriquecimento substancial de vocabulário;
- Maior interação entre os alunos que auxiliavam uns ao outros ou criavam disputas amigáveis entre si.
- Interesse no estudo de outros idiomas estrangeiros
- Interesse em verificar os avanços individuais e superação das metas estabelecidas na ferramenta.

Quando da preparação das aulas utilizando a ferramenta DUOLINGO, o professor pretendia reservar duas aulas (aulas faixas) para realização das atividades a cada quinze dias. Por impossibilidades de agendamento do laboratório de informática algumas destas aulas tiveram um intervalo de três semanas o que foi considerado prejudicial ao trabalho, uma vez que a interrupção das atividades por tanto tempo desestimulava os alunos e ainda fazia com que o sistema regredia os alunos em suas unidades e lições, solicitando revisão de conteúdos. Os alunos que não possuíam telefones que possibilitavam a instalação do aplicativo ou que não possuíam acesso fácil à internet também contavam apenas com as aulas no Laboratório de Informática, ficando defasados com relação à outros colegas em sua evolução. Houve ainda o caso de solicitações de cancelamento das aulas no laboratório (previamente agendadas) para uso em programas de capacitação da Secretaria de Educação do Estado. Há que se mencionar ainda que em um dos momentos de impedimento das aulas no laboratório de informática, os alunos (em sua maioria) munidos de seus telefones celulares, foram encaminhados ao LLE-IEE para a realização das tarefas, pois o sinal Wifi ali era mais forte e constante.

É necessário observar que:
- Os laboratórios de informática necessitam ser de uso das escolas e respeitar os agendamentos realizados;
- As escolas que possuem rede Wifi precisam assegurar seu pleno e eficaz funcionamento;
- As aulas utilizando ferramentas como o DUOLINGO devem ser utilizadas não apenas em parte do ano letivo, mas adotadas por um período mais prolongado.
- O planejamento das aulas deve ser realizado em função das reais necessidades dos alunos e não simplesmente para introduzir uma atividade “diferente”.

De forma geral as aulas transcorreram com resultados muito positivos apesar de alguns poucos empecilhos. Houve um grande envolvimento por parte dos alunos, assim como o desenvolvimento geral das turmas trabalhadas. Foi muito gratificante observar alunos que antes tinham grande dificuldade com a língua inglesa agora auxiliando colegas ou discutindo a aplicação prática dos conhecimentos transmitidos em sala de aula.

Instituto trata pessoas com dependência tecnológica (Jornal Hoje 12/12/2015)



Link para o videohttp://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/mascote-da-bronca-em-quem-e-viciado-em-celular/4671879/

Qual seria a sua reação se fosse parado em uma blitz digital? O Instituto Delete, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que trata de pessoas com dependência tecnológica, criou o mascote Deletinho. Acompanhamos um passeio dele pelas ruas com sua mãe e criadora, a professora da pós-graduação em Psicologia da UFRJ Anna Lucia King. “Nós estamos fazendo a blitz digital. Vamos sair por aí olhando as pessoas fazendo uso indevido das tecnologias e vamos passar um uso consciente”, diz Anna.

Ele vê na mesa do restaurante duas amigas. A de azul está vivendo em um mundo paralelo, enquanto a amiga espera. É uma falta de educação digital, então ela ganha um adesivo vermelho.
No shopping, a dupla vê um casal namorando, mas ela está falando no telefone e ganha o adesivo vermelho.

A ideia não é que ninguém pare de usar, mas avisar as pessoas quando elas estão sendo mal educadas ou prejudicando a saúde.

Você acha que é dependente da internet? Clique aqui, faça um teste e descubra. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Traduções on-line: Avaliações, vantagens e desvantagens.

Traduções on-line: Avaliações, vantagens e desvantagens.

Professor responsável: Roney Gonçalves Pereira
Instituto Estadual de Educação

Relato 1
O início das atividades propostas inicialmente sofreram algumas pequenas mudanças práticas quando de sua realização efetiva. A interação e participação dos alunos, que já era previamente pensada e esperada, acabaram sendo mais valorizadas e ampliadas, o que proporcionou maior interesse e empenho dos grupos.

A primeira aula que seria puramente expositiva, com o professor apresentando dados, conceitos e exemplos, foi substituída por uma atividade participativa onde os próprios alunos construíam junto com o professor a teorização e exemplificação do tópico proposto.

O início da atividade se deu com o professor colocando na lousa digital os seguintes dados a serem pesquisados:
      O que é tradução?
      Erros de tradução
      Ferramentas de tradução

De posse de netbooks, os alunos realizaram a pesquisa dos itens e começaram a fazer suas colocações, instigados e chamados à participação pelo professor. À medida que as diferentes ideias iam surgindo, o professor ia repetindo e ampliando a discussão e os conceitos que eram apresentados pelos alunos. Ao final das discussões, foi apresentado um quadro com diferentes conceitos sobre tradução, explicados pelo professor que valorizava aqueles apresentados pelos alunos anteriormente.

Após a apresentação conceitual, o professor sugeriu uma frase simples para que os alunos traduzissem via Google Tradutor. Como havia diferentes configurações de idioma (português do Brasil / Portugal) nos equipamentos, os resultados obtidos foram variados, além do que alguns alunos escreveram a frase de forma abreviada, aumentando ainda mais o numero de variações. Houve então a indagação dos alunos a respeito dos motivos de tantas variações e os erros obtidos, o que foi discutido pelos alunos e respondido pelo professor que ainda sugeriu pequenas alterações na frase sendo traduzida, obtendo novos resultados. O professor sugeriu então, que pesquisassem alguns erros de tradução, circulando pela sala atendendo as solicitações dos alunos que queriam mostrar o que encontraram. Em seguida o professor apresentou diferentes exemplos de erros de tradução extraídos de diferentes fontes como placas, cardápios anúncios e fatos curiosos. Ao apresentar os exemplos, os alunos eram chamados a analisar os erros e sugerir correções, auxiliados pelo professor.

Em outra etapa do processo o professor apresentou duas ferramentas de tradução on-line (Google Tradutor e Systranet), que não puderam ser utilizadas na aula anterior por falta de tempo hábil. Feitas as colocações do professor, os alunos foram levados a usar os dois tradutores para verificar as diferenças de resultados obtidos na tradução de um parágrafo extraído da internet. Os alunos então realizaram correções naquela versão que apresentava menor número de erros. Ao finalizarem suas versões o professor colocou na lousa digital a versão com erros e fez a correção e edição a partir das sugestões dos alunos.

Em todas as etapas já realizadas até o momento, a participação e empenho dos alunos foi acima do que era esperado na hora de elaboração do planejamento. Esta participação também levou o professor a fazer pequenas alterações em seu plano no decorrer de sua aplicação incentivando ainda mais a interação dos alunos no desenvolvimento das aulas.

Os resultados obtidos foram muito relevantes e outras alterações deverão ser realizadas durante o processo. Dentre estas alterações está a participação da professora de português, Cristina Persch, Professora orientadora de leitura, que contribuirá com as correções e edições dos textos, acompanhada pelo professor responsável pelo trabalho. A professora Cristina atuará ainda na elaboração de textos próprios dos alunos que realizarão as traduções de seus escritos.

Ao contrário do que poderia ser previsto quanto ao uso dos equipamentos nas aulas, não se observou qualquer aluno desviando a atenção e utilização para outros fins além do que fora proposto. Houve sim, casos em que alguns alunos faziam contribuições extras, em pesquisas não solicitadas, enriquecendo ainda mais as atividades.

As atividades desenvolvidas até o momento causaram bastante satisfação ao ver que o planejamento aliado ao uso das TDICs foi bem realizado, com suas surpresas normais e esperadas, demonstrando sua eficiência enquanto elemento de construção dos conhecimentos dos alunos. A utilização de meios eletrônicos em sala de aula, apesar de não ser grande novidade para o professor, trouxe mais uma apropriação de uso e diferenciação em sua metodologia, refletindo em avaliações pessoais satisfatórias e programação para novas e futuras inserções das mídias em suas aulas. Ainda que não seja possível a utilização da sala equipada com a lousa digital e netbooks, novas estratégias já estão sendo estudadas e planejadas para realização de diferentes atividades.